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Andre Brasil leva o ouro nos 200m medley e chega a 5 medalhas no Mundial


Andre Brasil leva o ouro nos 200m medley e chega a 5 medalhas no Mundial

Mesmo vivendo um momento complicado na vida pessoal, como vem dizendo em entrevistas, Andre Brasil mostrou mais uma vez que não está para brincadeira no Mundial do México. Na prova que abriu o terceiro dia de finais na Cidade do México, o brasileiro dominou os 200m medley S10 do início ao fim e levou o seu terceiro ouro na competição ao terminar a prova com o tempo de 2min19s76. A festa em verde e amarelo ficou completa com a medalha de Ruiter Silva na mesma prova, que também teve atletas da SB9. O brasileiro chegou em terceiro, mas ficou com o bronze com a marca de 2m27s08. O italiano Federico Morlacchi faturou o ouro com 2m21s48

- Mais uma medalha para o Brasil, mais uma nesse Mundial. Quando se nada sem expectativa as coisas acabam vindo. Foi uma boa prova hoje, mas eu queria ter nadado 1 segundo mais rápido. Estou mais feliz ainda pelo Ruiter, meu companheiro de quarto, que conquistou a primeira medalha individual dele em Mundiais. Falei para ele mais cedo, que hoje era a grande chance dele e isso aconteceu - disse o carioca.

Natural de Catalão (GO), Ruiter tem má formação congênita na mão esquerda e só conheceu a natação paralímpica após ser reprovado em uma peneira de basquete no Minas Clube, em Belo Horizonte, em 2009. O nadador de 1,93 estava extramente eufórico com a medalha.

- Não é uma prova que eu treino, porque a minha especialidade é os 50m e os 100m livre. Mas vi que tinha muita possibilidade de medalha ao ser inscrito, acreditei até o final, consegui passar no espanhol e ganhei essa medalha, a minha primeira em Mundiais. O Andre me ajudou muito e me incentivou bastante para estar nadando - comentou Ruiter


Grande destaque do começo deste Mundial, Andre já havia levado dois ouros e uma prata em provas individuais. Foi prata nos 50m livre S10, e ouro nos 100m costas S10 e 100m livre S10. Ele também nadou o revezamento 4x100m 34 pontos e foi ouro. Na carreira, Andre ostenta agora 29 medalhas em Mundiais.

Aos 33 anos, o multicampeão das piscinas afirma que não tem se cobrado tanto como antes, embora não se descuide dos resultados. "Mais leve", como o próprio se definiu, o carioca vai nadar ao todo cinco provas na Cidade do México. A classe S10, de Andre, é a de menor grau de deficiência e neste Mundial ele conta com a rivalidade brasileira ao lado de Phelipe Rodrigues, que não competiu na noite desta segunda-feira.

Na final dos 100m livre S6, o brasileiro Talisson Glock acabou com a oitava colocação, com o tempo de 1min14s86. A medalha de ouro foi do cubano Lorenzo Perez Escalona, com 1min05s17, seguido do colombiano Nelson Crispin, prata com 1min06s45. Outra medalha brasileira saiu com Felipe Caltran com o bronze nos 200m medley SM14. Se destacando no nado livre, o atleta conseguiu beliscar o pódio com o tempo de 2min24s88. O ouro foi do islandês Robert Jonsson com 2min19s34. A prata foi do sul-coreano Cho Wonsang, com 2min21s73.

Daniel Dias domina os 50m costas S5

Daniel Dias não deu chances na final dos 50m costas S5 e conquistou a medalha de ouro com um sprint impressionante nos 25 metros finais, terminando a prova com o tempo de 35s70. A marca é a melhor do ano na prova e deu ao brasileiro sua 26ª de ouro em campeonatos mundiais. A prata ficou com Thanh Tung Vo, do Vietnã, com 40s36, e o bronze foi de Beytullah Eroglu, da Turquia, com 42s05.

O brasileiro só foi incomodado no começo da prova, mas logo tomou a dianteira com sobras e fechou na frente com quase cinco segundos de vantagem para o vietnamina e perto de sete segundos em relação ao turco. Ele foi o único a nadar abaixo dos 40 segundos.

Autor: ,postado em 01/12/2017


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